O projeto de um complexo eólico offshore na costa entre Macau e Guamaré entrou oficialmente na fase de licenciamento ambiental. A consulta pública foi aberta na semana passada e segue por 45 dias.
Na descrição apresentada pelo consórcio responsável, o empreendimento prevê capacidade instalada de 1,2 GW em três blocos, com conexão em subestação a ser construída em terra firme.
Os números apresentados
- 1,2 GW de capacidade instalada prevista.
- Três blocos de instalação, com entrada em operação escalonada.
- 2.400 empregos estimados no pico da obra, segundo o consórcio.
- 380 postos permanentes na fase de operação e manutenção.
Os números de emprego são justamente o ponto mais disputado do debate. Prefeituras da região querem garantias contratuais de contratação local; o consórcio afirma que a mão de obra especializada em montagem offshore ainda é escassa no país.

A pesca artesanal entra na conta
Colônias de pescadores da região pedem estudo específico sobre rotas de pesca e áreas de desova. A preocupação central não é a estrutura em si, e sim o traçado dos cabos submarinos e o período de instalação.
Ninguém aqui é contra energia limpa. A gente quer saber onde vai poder jogar rede depois que a obra terminar. É uma pergunta simples e ela ainda não foi respondida.
Damião Sales, representante de colônia de pescadores
Próximos passos
- Encerramento da consulta pública, previsto para o início de outubro.
- Audiências presenciais em Macau, Guamaré e Areia Branca.
- Parecer técnico sobre capacidade da rede de transmissão.
- Decisão sobre a licença prévia, sem prazo definido.
Se o cronograma for cumprido — e projetos desse porte raramente cumprem —, a primeira turbina entraria em operação no início da próxima década.
Conteúdo fictício, produzido apenas para demonstração do site. Projeto, consórcio e declarações não são reais.