A conta de uma campanha no Rio Grande do Norte mudou de forma. Levantamento feito com 34 comitês municipais aponta que a fatia destinada a mídia digital e produção de conteúdo já responde por perto de 60% do orçamento declarado — quase o dobro do registrado no ciclo anterior.
Para onde vai o dinheiro
| Item | Fatia média |
|---|---|
| Mídia digital (tráfego pago) | 38% |
| Produção de conteúdo | 22% |
| Rua, eventos e materiais | 18% |
| Rádio e TV local | 12% |
| Pesquisa e monitoramento | 10% |
A migração tem uma explicação prosaica: custo por contato. Em cidades médias do interior, um vídeo bem segmentado custa menos que uma carreata e alcança mais gente. O problema aparece na etapa seguinte.
O digital é ótimo para consolidar quem já gosta de você e péssimo para convencer quem nunca ouviu falar. Campanha que só faz digital costuma descobrir isso tarde demais.
Tarcísio Lemos, consultor de comunicação política

O que mudou na prática
- Equipes fixas de vídeo contratadas com meses de antecedência.
- Redução do material impresso, com exceção de santinhos e adesivos.
- Uso de grupos de mensagem como canal principal de mobilização de rua.
- Contratação de monitoramento diário de menções, antes restrito a campanhas majoritárias.
O rádio resiste
Apesar da queda proporcional, o rádio local não saiu do jogo. Em municípios do Alto Oeste e do Seridó, os comitês relatam manter contratos com emissoras justamente para alcançar o público que o digital não entrega: eleitores acima de 55 anos e zona rural.
A conclusão que os próprios consultores tiram é menos vistosa do que a manchete: a campanha eficiente em 2026 não é a mais digital, é a que sabe onde cada canal para de funcionar.
Conteúdo fictício, produzido apenas para demonstração do site. Dados e declarações não são reais.