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Campanhas do RN devem levar quase 40% da verba para o digital, dizem consultores

Levantamento com comitês municipais mostra deslocamento do orçamento de rua e rádio para produção de conteúdo e tráfego pago. Consultores alertam para o risco de campanhas que falam apenas com quem já concorda. Conteúdo fictício.
18 de agosto de 2026, 08h30 · 2 min de leitura

A conta de uma campanha no Rio Grande do Norte mudou de forma. Levantamento feito com 34 comitês municipais aponta que a fatia destinada a mídia digital e produção de conteúdo já responde por perto de 60% do orçamento declarado — quase o dobro do registrado no ciclo anterior.

Para onde vai o dinheiro

ItemFatia média
Mídia digital (tráfego pago)38%
Produção de conteúdo22%
Rua, eventos e materiais18%
Rádio e TV local12%
Pesquisa e monitoramento10%
Média declarada por comitês municipais ouvidos. Dados fictícios.

A migração tem uma explicação prosaica: custo por contato. Em cidades médias do interior, um vídeo bem segmentado custa menos que uma carreata e alcança mais gente. O problema aparece na etapa seguinte.

O digital é ótimo para consolidar quem já gosta de você e péssimo para convencer quem nunca ouviu falar. Campanha que só faz digital costuma descobrir isso tarde demais.

Tarcísio Lemos, consultor de comunicação política
Profissional editando vídeo em computador
Equipes de produção de conteúdo passaram a ser contratadas antes mesmo do registro de candidatura. Imagem ilustrativa.

O que mudou na prática

  • Equipes fixas de vídeo contratadas com meses de antecedência.
  • Redução do material impresso, com exceção de santinhos e adesivos.
  • Uso de grupos de mensagem como canal principal de mobilização de rua.
  • Contratação de monitoramento diário de menções, antes restrito a campanhas majoritárias.

O rádio resiste

Apesar da queda proporcional, o rádio local não saiu do jogo. Em municípios do Alto Oeste e do Seridó, os comitês relatam manter contratos com emissoras justamente para alcançar o público que o digital não entrega: eleitores acima de 55 anos e zona rural.

A conclusão que os próprios consultores tiram é menos vistosa do que a manchete: a campanha eficiente em 2026 não é a mais digital, é a que sabe onde cada canal para de funcionar.


Conteúdo fictício, produzido apenas para demonstração do site. Dados e declarações não são reais.

Thiago Medeiros

Thiago Medeiros

Sociólogo, pesquisador e analista político do Rio Grande do Norte. Explica o cálculo por trás de eleições, estratégia de campanha, economia e desenvolvimento do estado.

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