O setor de turismo de Natal fechou a alta estação com ocupação hoteleira média de 81%, o melhor resultado em oito anos. A combinação de obras de requalificação na orla e o retorno das escalas de navios de cruzeiro explica boa parte do número.
De onde vem o visitante
| Origem | Participação |
|---|---|
| Sudeste | 34% |
| Nordeste | 28% |
| Exterior | 16% |
| Sul | 14% |
| Centro-Oeste | 8% |
O crescimento da fatia internacional é o dado que mais anima o setor. Foram seis pontos percentuais a mais que na temporada anterior, puxados por voos de conexão e pelas escalas de cruzeiros.

O que o setor cobra agora
- Calendário oficial de eventos definido com pelo menos um ano de antecedência.
- Transporte público noturno ligando a orla ao centro e à zona norte.
- Sinalização turística bilíngue nos principais acessos.
- Política de baixa estação para reduzir a sazonalidade do emprego.
Natal aprendeu a encher em janeiro. O desafio agora é não esvaziar em maio. Sem calendário de eventos, o emprego no setor continua sendo emprego de três meses.
Gilmar Peixoto, dirigente do setor hoteleiro
A conta da sazonalidade
Segundo o conselho regional de turismo, a diferença de ocupação entre o mês mais cheio e o mais vazio ainda passa de 40 pontos percentuais. É esse intervalo que define se o crescimento vira estrutura ou apenas um bom verão.
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