O interior do Rio Grande do Norte está criando vagas com carteira assinada em ritmo mais acelerado que a capital. É o que mostra o painel de emprego divulgado nesta semana, com dados acumulados em 12 meses.
| Região | Variação em 12 meses |
|---|---|
| Alto Oeste | +9,4% |
| Seridó | +7,8% |
| Agreste | +6,1% |
| Litoral Norte | +5,2% |
| Região Metropolitana | +3,7% |
O que puxou o resultado
Três setores respondem pela maior parte do saldo positivo no interior: confecção, agroindústria e serviços ligados à instalação e manutenção de parques de geração de energia.
- Confecção: expansão de facções em cidades do Agreste e do Seridó.
- Agroindústria: novas unidades de beneficiamento no Vale do Açu.
- Energia: contratações temporárias que vêm sendo convertidas em efetivas.

A ressalva importante
O crescimento percentual é maior no interior porque a base é menor. Em número absoluto de vagas, a Região Metropolitana de Natal continua concentrando a maior parte do estoque de empregos formais do estado.
É um movimento real, mas ainda frágil. Boa parte dessas vagas está ligada a obras. Quando a obra termina, o teste de verdade começa.
Simone Trindade, economista
Salário médio e rotatividade
O salário médio de admissão no interior segue abaixo do registrado na capital, e a rotatividade é mais alta — sinal de que a expansão está concentrada em postos de menor qualificação. Reduzir essa distância é, segundo os pesquisadores, a próxima etapa do processo.
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