Anúncio

Categoria: Economia do RN

Sal e fruticultura puxam alta de 8% nas exportações do RN

Balança comercial potiguar fecha o semestre no azul, com sal marinho e frutas frescas respondendo por mais da metade da pauta. Gargalo logístico segue sendo a principal reclamação do setor. Conteúdo fictício.
22 de agosto de 2026, 11h05 · 2 min de leitura

O Rio Grande do Norte fechou o primeiro semestre de 2026 com alta de 8% no valor exportado em relação ao mesmo período do ano passado. O número consta do boletim trimestral da Câmara de Comércio Exterior do RN, divulgado na quinta-feira (20).

Dois setores explicam quase toda a variação: o sal marinho, extraído principalmente em Macau, Areia Branca e Mossoró, e a fruticultura irrigada do Vale do Açu e do Oeste potiguar.

A composição da pauta

SetorParticipaçãoDestino principal
Sal marinho29%Mercado interno e Caribe
Frutas frescas26%União Europeia
Pescados e camarão14%Estados Unidos
Têxtil e confecção11%América do Sul
Demais itens20%Diversos
Participação por setor no acumulado do ano. Dados fictícios.

A concentração tem um lado incômodo. Metade da pauta depende de dois produtos sensíveis a clima e a preço internacional — o que significa que um semestre ruim de chuvas ou uma retração na Europa reverte o resultado com facilidade.

Exportar mais é bom. Exportar sempre as mesmas quatro coisas é frágil. A diversificação da pauta é uma agenda de dez anos e ainda não começou de verdade.

Bruno Aragão, economista
Contêineres em terminal portuário
Escoamento da produção segue como principal gargalo apontado pelos exportadores. Imagem ilustrativa.

O gargalo é o mesmo de sempre

Nas conversas com produtores, a reclamação praticamente não muda de assunto: custo e tempo de escoamento. As três queixas mais citadas foram:

  • Falta de frequência regular em rotas de carga refrigerada.
  • Estado das rodovias que ligam o Vale do Açu ao litoral.
  • Tempo de liberação documental, que encarece a operação em produtos perecíveis.

A entidade projeta encerrar o ano com crescimento entre 5% e 7%, abaixo do ritmo do semestre. A projeção considera uma segunda metade de ano mais fraca para o sal e estável para as frutas.


Conteúdo fictício, produzido apenas para demonstração do site. Dados, entidades e declarações não são reais.

Complexo eólico offshore no litoral norte entra em fase de licenciamento

Projeto previsto para a costa entre Macau e Guamaré abre consulta pública e reacende o debate sobre emprego local, pesca artesanal e capacidade da rede de transmissão. Conteúdo fictício.
20 de agosto de 2026, 16h20 · 2 min de leitura

O projeto de um complexo eólico offshore na costa entre Macau e Guamaré entrou oficialmente na fase de licenciamento ambiental. A consulta pública foi aberta na semana passada e segue por 45 dias.

Na descrição apresentada pelo consórcio responsável, o empreendimento prevê capacidade instalada de 1,2 GW em três blocos, com conexão em subestação a ser construída em terra firme.

Os números apresentados

  • 1,2 GW de capacidade instalada prevista.
  • Três blocos de instalação, com entrada em operação escalonada.
  • 2.400 empregos estimados no pico da obra, segundo o consórcio.
  • 380 postos permanentes na fase de operação e manutenção.

Os números de emprego são justamente o ponto mais disputado do debate. Prefeituras da região querem garantias contratuais de contratação local; o consórcio afirma que a mão de obra especializada em montagem offshore ainda é escassa no país.

Torres de transmissão de energia elétrica ao entardecer
A capacidade de escoamento da energia gerada é apontada como o principal desafio técnico do projeto. Imagem ilustrativa.

A pesca artesanal entra na conta

Colônias de pescadores da região pedem estudo específico sobre rotas de pesca e áreas de desova. A preocupação central não é a estrutura em si, e sim o traçado dos cabos submarinos e o período de instalação.

Ninguém aqui é contra energia limpa. A gente quer saber onde vai poder jogar rede depois que a obra terminar. É uma pergunta simples e ela ainda não foi respondida.

Damião Sales, representante de colônia de pescadores

Próximos passos

  1. Encerramento da consulta pública, previsto para o início de outubro.
  2. Audiências presenciais em Macau, Guamaré e Areia Branca.
  3. Parecer técnico sobre capacidade da rede de transmissão.
  4. Decisão sobre a licença prévia, sem prazo definido.

Se o cronograma for cumprido — e projetos desse porte raramente cumprem —, a primeira turbina entraria em operação no início da próxima década.


Conteúdo fictício, produzido apenas para demonstração do site. Projeto, consórcio e declarações não são reais.

Mossoró projeta polo logístico e disputa investimentos com a Grande Natal

Plano apresentado pela agência de desenvolvimento do Oeste prevê centro de distribuição, pátio de cargas e incentivos fiscais. A capital reage e o estado tenta evitar uma queda de braço entre as duas cidades. Conteúdo fictício.
14 de agosto de 2026, 09h45 · 2 min de leitura

Mossoró quer transformar sua posição geográfica em vantagem competitiva. O plano apresentado na semana passada pela agência de desenvolvimento do Oeste potiguar prevê a criação de um polo logístico integrado, com centro de distribuição, pátio de cargas e área alfandegada.

O argumento é simples: a cidade fica no meio do caminho entre Natal e Fortaleza, próxima ao Vale do Açu e a menos de duas horas dos portos do litoral norte.

O que o plano propõe

  • Centro de distribuição com 120 mil m² em área já desapropriada.
  • Pátio regulador de caminhões com capacidade para 400 veículos.
  • Redução escalonada de ISS para operadores logísticos por dez anos.
  • Terminal de carga refrigerada voltado à fruticultura e ao pescado.
Caminhões trafegando em rodovia
O modal rodoviário deve concentrar mais da metade da movimentação prevista no projeto. Imagem ilustrativa.

A reação da capital

Entidades empresariais da Grande Natal receberam o anúncio com desconforto. A leitura na capital é de que incentivos fiscais concedidos por um município acabam apenas deslocando operações já existentes dentro do estado, sem gerar investimento novo.

Guerra fiscal entre cidades do mesmo estado é jogo de soma zero. Alguém ganha o galpão e o estado inteiro perde arrecadação.

Íris Cavalcanti, representante de entidade empresarial

Do lado de Mossoró, a resposta é que a concentração de investimento na faixa litorânea já dura décadas e que o interior precisa de instrumento próprio para competir.

O papel do governo estadual

Interlocutores do governo estadual dizem, reservadamente, que a intenção é costurar um acordo de complementaridade — Natal como porta de entrada de carga aérea e turismo, Mossoró como centro de distribuição terrestre. Nenhum documento formal nesse sentido foi apresentado até agora.

A discussão deve esquentar nos próximos meses, quando o tema entra oficialmente no debate orçamentário.


Conteúdo fictício, produzido apenas para demonstração do site. Projetos, entidades e declarações não são reais.

Terminal de cruzeiros e requalificação da orla reaquecem o turismo em Natal

Ocupação hoteleira na alta estação chega a 81% e setor projeta o melhor verão da década. Empresários cobram calendário de eventos e transporte noturno para segurar o crescimento. Conteúdo fictício.
12 de agosto de 2026, 14h10 · 2 min de leitura

O setor de turismo de Natal fechou a alta estação com ocupação hoteleira média de 81%, o melhor resultado em oito anos. A combinação de obras de requalificação na orla e o retorno das escalas de navios de cruzeiro explica boa parte do número.

De onde vem o visitante

OrigemParticipação
Sudeste34%
Nordeste28%
Exterior16%
Sul14%
Centro-Oeste8%
Participação sobre o total de hóspedes na alta estação. Dados fictícios.

O crescimento da fatia internacional é o dado que mais anima o setor. Foram seis pontos percentuais a mais que na temporada anterior, puxados por voos de conexão e pelas escalas de cruzeiros.

Navio de cruzeiro atracado em terminal marítimo
Cada escala de cruzeiro movimenta comércio, transporte e passeios em um único dia. Imagem ilustrativa.

O que o setor cobra agora

  • Calendário oficial de eventos definido com pelo menos um ano de antecedência.
  • Transporte público noturno ligando a orla ao centro e à zona norte.
  • Sinalização turística bilíngue nos principais acessos.
  • Política de baixa estação para reduzir a sazonalidade do emprego.

Natal aprendeu a encher em janeiro. O desafio agora é não esvaziar em maio. Sem calendário de eventos, o emprego no setor continua sendo emprego de três meses.

Gilmar Peixoto, dirigente do setor hoteleiro

A conta da sazonalidade

Segundo o conselho regional de turismo, a diferença de ocupação entre o mês mais cheio e o mais vazio ainda passa de 40 pontos percentuais. É esse intervalo que define se o crescimento vira estrutura ou apenas um bom verão.


Conteúdo fictício, produzido apenas para demonstração do site. Dados, entidades e falas não são reais.

Emprego formal cresce no interior e muda o mapa econômico do RN

Alto Oeste e Seridó lideram a variação de vagas com carteira assinada em 12 meses, enquanto a Região Metropolitana cresce abaixo da média estadual. Conteúdo fictício.
8 de agosto de 2026, 08h20 · 2 min de leitura

O interior do Rio Grande do Norte está criando vagas com carteira assinada em ritmo mais acelerado que a capital. É o que mostra o painel de emprego divulgado nesta semana, com dados acumulados em 12 meses.

RegiãoVariação em 12 meses
Alto Oeste+9,4%
Seridó+7,8%
Agreste+6,1%
Litoral Norte+5,2%
Região Metropolitana+3,7%
Variação do saldo de empregos formais por região. Dados fictícios.

O que puxou o resultado

Três setores respondem pela maior parte do saldo positivo no interior: confecção, agroindústria e serviços ligados à instalação e manutenção de parques de geração de energia.

  • Confecção: expansão de facções em cidades do Agreste e do Seridó.
  • Agroindústria: novas unidades de beneficiamento no Vale do Açu.
  • Energia: contratações temporárias que vêm sendo convertidas em efetivas.
Trabalhador com capacete em canteiro de obras
Obras de infraestrutura respondem por parte relevante das contratações no interior. Imagem ilustrativa.

A ressalva importante

O crescimento percentual é maior no interior porque a base é menor. Em número absoluto de vagas, a Região Metropolitana de Natal continua concentrando a maior parte do estoque de empregos formais do estado.

É um movimento real, mas ainda frágil. Boa parte dessas vagas está ligada a obras. Quando a obra termina, o teste de verdade começa.

Simone Trindade, economista

Salário médio e rotatividade

O salário médio de admissão no interior segue abaixo do registrado na capital, e a rotatividade é mais alta — sinal de que a expansão está concentrada em postos de menor qualificação. Reduzir essa distância é, segundo os pesquisadores, a próxima etapa do processo.


Conteúdo fictício, produzido apenas para demonstração do site. Dados e declarações não são reais.